Objetivo

Este blog foi criado para divulgar as atividades do Grupo 8 do curso “Melhor Gestão, Melhor Ensino”, Turma 214, oferecido pela SEE – SP. Nós, criadoras deste blog, somos professoras da Diretoria de Ensino – Região de Jales e, temos o objetivo de transformá-lo numa importante ferramenta para incentivar a leitura e escrita, desenvolver a criatividade e compartilhar experiências.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Sequência didática

Sequência Didática


Curso Melhor Gestão, Melhor Ensino.
Situação de Aprendizagem de Leitura e Escrita

Pausa
Moacyr Scliar
 
   Professora : Márcia Raquel Guarnieri Sabião     
                     
Escola: E.E. Antonio Marin Cruz       
Público Alvo:    9º Ano
Aulas Previstas                : 4 a 6 aulas
Texto: Pausa
Autor: Moacyr Scliar
Antes da Leitura
  • Análise da capa; dados do autor do livro;
  • O que significa a palavra “Pausa”;
  • Suspeitas inteligentes – conhecimentos prévios e levantamentos de hipóteses;
  • Análise da tipologia do texto: é um conto ou uma crônica (diferenciar );
  • Linguagem coloquial – informal (vida cotidiana);
  • Tempo cronológico ou psicológico;
  • Tom de humor;
  • Um toque de crítica indireta;
  • Comparar este texto com a história em quadrinhos (Hagar) ou com o texto Circuito Fechado de Ricardo Azevedo;


Durante a Leitura
  • Leitura em voz alta dramatizada;
  • Pausas durante a leitura seguidas de questionamentos e comentários sobre questões de relacionamentos;
    • A palavra “Pausa” lembra o quê?
    • O fato de o autor ser médico pode estar relacionado com o tema do texto. Por quê?
    • Por que será que o homem foi dormir o domingo inteiro no hotel?
    •  
    •   Checagem de hipóteses e inferências locais e globais:
      • Qual o tema do texto?
      • Os primeiros parágrafos sugerem um possível encontro secreto. Por quê? Copie do texto.
      • Como é o diálogo entre o espaço?
      • Por que o personagem está sempre apressado mesmo em um domingo?
      • Que palavras indicam temperatura do ambiente?
      • Por que o hotel é pobre? Justifique com palavras do texto.
      • O personagem se dá ao direito de sonhar? Por quê? Explique.
      • Por que o autor usou a palavra “azedume”?
      • Há alguma parte que mostra indícios de culpa ou arrependimento do personagem?
      • O texto é atual ou contemporâneo. Por quê?
      • Houve transformação de algum dos personagens do texto (tipo epifania)?
Depois da Leitura
  • Trabalho em grupo aproximando aqueles que têm dificuldades ( um grupo faz uma história em quadrinhos com humor. Outro faz um produção de texto dramatizada etc.
  • Fazer intertextualidade com o filme “Click” um filme de Frank Coraci com Adam Sandler e com a música “ Tocando em frente “ de Almir Sate
  • Uso do dicionário
  • Explorar os elementos da narrativa
  • Retomada do conteúdo – substantivo
  • Elaborar um texto sintético seguindo fielmente o cotidiano do personagem do texto “Pausa”.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sequência Diática

Grupo  08

Angela Maria Cereli Romazzini
Erica Diane Garcia Bozada

Marcia Cristina Cavenaghi
Marcia Raquel Guarnieri Sabião


SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM

CRÔNICA


TEXTO “AVESTRUZ” – MÁRIO PRATA

Público-alvo: 6º ano

Tempo previsto: 4 a 6 aulas

Conteúdos: traços característicos de crônica narrativa; leitura oral de crônica narrativa; conceito de parágrafo; denotação e conotação.

Competências e habilidades: reconhecer características do gênero “crônica narrativa”; interpretar um texto pertencente ao gênero em estudo.
Estratégias: sondagem inicial com base no repertório narrativo dos educandos; estudo do gênero, leitura e interpretação do texto “Avestruz” ; discussão com alunos fazendo as devidas intervenções”. Coleta de informações.

Recursos:  texto impresso; sala de informática para pesquisa.

Avaliação: produção de uma ficha organizativa com as características do gênero crônica e debate em sala.

ANTES DA LEITURA
- Ativação de conhecimentos prévios;
- Antecipação ou predição;
- Checagem de hipóteses:

         Registro e perguntas orais
Escrever o título na lousa  e perguntar:
Alguém já ouvir falar de um avestruz?
 É um mamífero ou uma ave?
 O que seria um avestruz?
De onde?
Onde ele vive?
O que come?
Vocês já ouviram a expressão: você tem um estômago de avestruz? O que significa isso?

DURANTE A LEITURA
  -- Localização de informações, comparação de informação, generalizações:

      Leitura expressiva em voz alta do texto “Avestruz”;
Releitura com pausas seguidas de questionamentos e comentários (compreensão) sobre a estrutura do gênero crônica e suas características;
Levantamento e pesquisa de palavras e/ou expressões desconhecidas.


DEPOIS DA LEITURA
 Após a leitura e a pesquisa (internet) preencher a ficha técnica:
 Nome científico:
 Peso:
Altura:
Expectativa de vida:
Habitat:

Sugestões de Intertextualidade

1.                 Poema

O AVESTRUZ
O galo cantou
A ovelha despertou
E estava com fome!
O avestruz esperto
Papou tudo que
havia por perto.
Comeu melancia
Feijão e ervilha
Tomate, capim
E a boneca da menina.
O galo brigou
A menina chorou
O avestruz esperto,
Da confusão escapou.
Fonte: http://deversoemversos.blogspot.com.br/2012/10/o-avestruz.html  Acesso em 02/05/2013        Posted 5th October 2012 by Penha Carvalho

2- Vídeos - Os Pinguins do Papai: http://www.youtube.com/watch?v=dJpL7qde-Ug
    - Vídeo propaganda/reportagem - Criação de avestruz em Sobral        https://www.youtube.com/watch?v=4v2cOIewwJ8
             - Knorr: avestruz https://www.youtube.com/watch?v=kZ5nsrk3bp0         
             - Invasão de avestruzes em Buenos                                            Aires https://www.youtube.com/watch?v=pyfineZp6Lo



Referências
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004.
DOLZ, J. & B. Schneuwly. Gêneros e Progressão em Expressão Oral e Escrita – Elementos para Reflexões sobre uma Experiência Suíça. (1996)

OBS.  SD postada por Angela




Sequência didática com o texto “Avestruz”
                                                (Mário Prata)
Público alvo: 7ºano
Aulas previstas: 05
Conteúdos e temas: traços característicos da crônica narrativa
Competências e Habilidades: reconhecer características do gênero crônica narrativa.

l) Antes da leitura (Ler nas linhas)
Objetivo:
·         Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.

Metodologia:
Perguntar oralmente:
- Você sabe o que é um avestruz?
- Já ouviu falar sobre esse animal?
- Quais as características físicas dele?
- O que ele come?
- Qual o seu habitat natural?

Passar o vídeo sobre o Avestruz (Ficha técnica)

http://www.youtube.com/watch?v=OMu7AW7KmhIhttp://www.youtube.com/watch?v=OMu7AW7KmhI
Objetivo:
  • Antecipar o tema pelo título.
Metodologia:

Questionar os alunos:
- O título do texto é Avestruz. O que vocês acham que acontecerá num texto com esse nome?
-Quem conhece um avestruz?
- Que historia será essa?
-Quem serão as personagens envolvidas na história?

Orientar os alunos sobre as características de uma crônica.



Objetivo:
  • Expectativas em função do autor.

Metodologia:
  • Leitura expressiva feita pelo professor.
Informações sobre o autor. (entregar digitado um resumo da biografia do autor Mário Prata.
Mario Prata é mineiro de Uberaba, mas foi criado na cidade paulista de Lins desde pequeno. Com catorze anos de idade, já escrevia.
É um escritor, dramaturgo, cronista e jornalista brasileiro. Conquistou reconhecimento como romancista, autor de telenovelas e de peças de teatro, sendo seus maiores sucessos a novela Estúpido Cupido (1976), as peças de teatro Fábrica de Chocolate(1979) e Besame Mucho (1982) e os livros Schifaizfavoire (1994), Diário de um Magro (1997), Minhas Mulheres e Meus Homens (1998) e Purgatório (2007).

ll) Durante a leitura
Objetivos:
  • Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura;
  • Esclarecimento de palavras desconhecidas.
  • Localização ou construção do tema ou da idéia principal.

  • Metodologia:
  • Leitura expressiva pelo professor.
  • Pausas durante a leitura a partir de inferências do professor acerca do vocabulário desconhecido e expressões: TPM, Gigolô, atrofiada, Floripa; Higienópolis: Stuthio e etc.
  • Averiguar junto com os alunos a impossibilidade de criação de determinados animais fora de seu habitat.
  • Questionar os alunos:
  •  Gostaram ou não da crônica?
  • Entenderam o texto?
  • O que pensaram do texto antes da leitura foi confirmado?
  • O que fez o menino mudar de ideia em relação ao presente?


lll) Depois da leitura
Construção da síntese da crônica na lousa, professor como escriba e os alunos comentando resumidamente a história.
Exibir o filme “Os Pinguins do Papai, para a elaboração de comparações finais, sendo que o garoto da crônica “Avestruz” queria um presente excepcional, mas desistiu devido a tantos dados sobre o mesmo. No entanto acabou pensando em outro. Porém no filme o protagonista recebeu um presente inesperado, teve que adaptar o seu apartamento para os novos moradores.

Avaliação:
A avaliação será critica /comparativa, entre o filme “Os Pinguins do Papai” e a crônica “Avestruz”. Haverá uma socialização no final das produções escritas.

Componentes do grupo:
-Márcia Cristina Cavenaghi.
- Angela Maria C. Romazzini
- Érica D. Garcia Bozada.
- Márcia Raquel G. Sabiao.


domingo, 16 de junho de 2013

CURSO: MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO – TURMA I
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM DE LEITURA E ESCRITA

Grupo:
Erica Diane Garcia Bozada- EE Carlos de Arnaldo Silva

 Grupo:
Angela Maria Cereli Romanzzini
Erica Diane Garcia Bozada- EE Carlos de Arnaldo Silva
Marcia Cristina Cavenaghi
Marcia Raquel Guarnieri Sabiao

Público-alvo: 9º ano / 8ª série
Aulas previstas: 02 semanas

Texto: Pausa
Autor: Moacyr Scliar

PAUSA

Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro. Fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
            —Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
            —Todos os domingos tu sais cedo – observou a mulher com azedume na voz.
            —Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
            —Por que não vens almoçar?
            —Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse a carga, Samuel pegou o chapéu:
            —Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
            —Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
            —Estou com pressa, seu Raul – atalhou Samuel.
            — Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre - Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
            —Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta a chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho: a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a move-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. 
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado o cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhando de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, levou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
            — Já vai, seu Isidoro?
            —Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
            —Até domingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.
            —Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caia.
            —O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo dos cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.

                                                                    (in: Alfredo Bosi, org. O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 1977. p. 275)
  

I)Antes da leitura (ler nas linhas)
Objetivos: (capacidades de leitura e escrita a serem trabalhadas)
● Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.
● Expectativas em função da formatação do gênero (divisão em colunas, segmentação do texto...)
● Expectativas em função do autor ou instituição responsável pela publicação.

1- Ao ler o título do texto, o que você acha que ele sugere?
2- Você já ouviu falar do autor do texto? Se sim, que gênero textual ele costuma escrever (conto, poesia, crônica, HQ...)?
3- Onde seus textos são publicados?
Metodologia: Leitura expressiva; Leitura compartilhada; Discussão oral;

II) Durante a leitura (ler nas entrelinhas)
Objetivos: (capacidades de leitura e escrita a serem  trabalhadas)
● Construção do sentido global do texto;
● Identificação das pistas lingüísticas responsáveis por introduzir no texto a posição do autor.

1) Leitura expressiva em voz alta feita pelo professor, com pausas compartilhando e instigando os alunos a preverem o que irá acontecer (provocações).
— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher comazedume na voz.
— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido,secamente
(Pausa na leitura para provocação) Vocês acham que o marido realmente irá trabalhar? Onde ele irá?
- Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje.
(Pausa na leitura para provocação)Por que vocês acham que o recepcionista chamou-o de Izidoro?
- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.
- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu achave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante.
(Pausa na leitura para provocação) O que vocês acham que ele foi fazer lá?
2) Releitura silenciosa feita pelos alunos indicando as palavras cujos sentidos são desconhecidos.
3) Análise lingüística:
- período simples e composto;
- período composto por coordenação;

III) Depois da leitura (leitura aprofundada- informações implícitas)
Objetivos: (capacidades de leitura e escrita a serem trabalhadas)
·         Construção de síntese semântica do texto;
·         Troca de impressões a respeito dos textos lidos, fornecendo indicações para sustentação de sua leitura e acolhendo outras posições.

1)Retomar os questionamentos iniciais, esclarecendo as dúvidas quanto ao gênero conto.
2) Retomar o questionamento a respeito do conhecimento prévio sobre o título Pausa. Após a leitura qual a relação do texto com o título?
3) Quanto ao personagem principal:
- defina suas características psicológicas.
4) Quanto ao espaço:
- identifique no texto os marcadores espaciais.
 - Chamar atenção dos alunos para as condições do hotel em que a personagem se hospedava. A partir disso, qual a condição social de Samuel?
5) Quanto ao tempo:
- identificar no texto os marcadores temporais.
- qual o tempo de duração da história.
- o enredo é linear ou não linear.
6) Quanto ao narrador:
Pedir aos alunos que identifique o foco narrativo do texto.
Análise lingüística:
- período simples e composto;
- período composto por coordenação;

IV- Produto Final:
Leitura do texto “Dois Velhinhos” de Dalton Trevisan
Análise oral comparativa das questões sociais do texto “Pausa”
Pedir aos alunos que produzam um conto que deverá ser lido pelos alunos  em um sarau literário.
 
V) Referências
Letramento e capacidade de leitura para cidadania – Rojo, Roxane
Gêneros orais e escrito na escola – Joaquim Dolz e Bernard Schneuwly

domingo, 9 de junho de 2013

LER É ....

Ler é fazer uma pausa no mundo real  e mergulhar no mundo da imaginação.
"Entrar" na história ... viajar a lugares distantes, se emocionar, chorar, rir com as personagens ... Querer acabar com o vilão da história ... Tentar ajudar o mocinho no duelo com aquele personagem terrível ... Sentir o coração bater mais forte com as emoções que as  personagens vivem ... Viajar no tempo, voltando anos, séculos ou até mesmo viajar no futuro ... Conhecer outras cidades, países, planetas , galáxias ... É querer terminar logo o livro para ver o que acontece no final e quando chega-se lá ... a tristeza ... pois acabou a história , então torcemos para "embarcar" numa outra história tão emocionante quanto a terminada.
Com a leitura, esquecemos dos nosso problemas para viver os problemas, as alegrias e tristezas das personagens.
Enfim, ler é algo contraditório mas maravilhoso !

( Márcia C. )

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Professora Érica Diane Garcia Bozada

Um dos livros que mais me marcou:
Menino de AsasA impressionante luta de um menino que é discriminado e perseguido por ter nascido com asas.

Acho uma excelente proposta de leitura para trabalhar as diferenças, o preconceito, temas ainda muito presentes em nossa realidade!
Professora: Érica Diane Garcia Bozada

Resenha do Livro: Lucíola , José de Alencar

Lucíola é uma das obras mais famosas do célebre escritor brasileiro José de Alencar. Primeiro dos chamados “romances urbanos” do autor, o livro é narrado em primeira pessoa por Paulo, um dos protagonistas, em forma de cartas escritas a uma senhora (a quem se refere pelas iniciais G. M.).

A história se desenrola em torno da relação entre Paulo e Maria da Glória, de apelido Lúcia, uma cortesã de luxo no Rio de Janeiro imperial – pela qual o personagem-narrador nutre um amor puro e verdadeiro, à parte a profissão da moça. Usando de longas metáforas, Alencar apresenta sua crítica à sociedade burguesa da época: contesta os costumes e coloca em cheque questões como amor versus prazer.

Resumo

Conta a história romântica de Lucíola e Paulo. Lucíola é uma cortesã de luxo do RJ em 1855. E Paulo um rapaz do interior que veio para o Rio para conhecer a Corte.
            Na primeira vez que Paulo viu Lúcia, julgou ela como meiga e angélica, mesmo seu amigo Couto contando barbaridades sobre ela e revelando a sua verdadeira profissão, Paulo manteve essa imagem em seu coração.
          Descobrindo sua casa, Paulo foi visitá-la, e sendo as circunstâncias favoráveis, ela entregou-se a ele como no mais belo ato. Depois disto, Lúcia passou a ser vulgar e mesquinha, desprezando o amor de Paulo, bem como havia dito Couto a respeito dos modos da moça.
        Paulo então viu Lúcia com outros homens, como Jacinto, e sentiu ciúmes, mas Lúcia justificou alegando ser ele apenas um negociante.
       Em uma festa a que tanto Paulo quanto Lúcia estavam presentes, todos os convidados beberam e jogaram a vontade, tanto os homens quanto as mulheres. Nas paredes havia quadros de mulheres nuas, e como era Lúcia uma prostituta, a pedido e pagamento dos cavalheiros, ela ficou nua diante dos presentes.
       Para Paulo aquela não era a imagem que ele havia visto na casa e na cama de Lúcia, esta era repugnante e vulgar, aquela bela e fantástica, não era Lúcia que ali estava, aquela jovem meiga que conhecera, e sim Lucíola, a prostituta mais cobiçada do Rio de Janeiro.Então Paulo retirou-se, alegando que já havia visto paisagens melhores.
      Lúcia arrependeu-se do que fez e eles se reconciliaram. Paulo a amava desesperadamente de forma bela e pura, Lúcia em seus conturbados sentimentos, decidiu então dedicar-se inteiramente a esse amor para que sua alma fosse purificada por ele.
      Então vendeu sua luxuosa casa e foi morar em uma menor e mais modesta. E contou a Paulo sua história:
Seu nome verdadeiro era Maria da Glória e, quando em 1850 houve um surto de febre amarela, toda sua família caiu doente, do pai à irmãzinha.
        Para poder pagar os medicamentos necessários para salvá-los, Lúcia se deixou levar por Couto, quem a partir disso ela passou a desprezar profundamente. Nessa época ela tinha 14 anos, e seu pai, ao descobrir, a expulsou de casa. Ela fingiu então sua própria morte quando sua amiga Lúcia morreu, e assumiu este nome.
    Agora, com o dinheiro que conseguia, pagava os estudos de Ana, sua irmã mais nova. Paulo ficou muito comovido com a historia de Lúcia. Ele sempre a visitava e numa noite de amor ela engravidou, mas adoeceu. Lúcia acreditava que a doença era devido ao fato de seu corpo não ser puro.
    Confessou seu amor a Paulo e que pertencia a ele, queria que Paulo casasse com Ana, que tinha vindo morar com eles. Paulo recusou-se assim como Lúcia também recusou o aborto. E por isso ela morreu.
    Após 5 anos, Ana passou a ser como uma filha para Paulo, que a amparava. E 6 anos depois da morte de Lúcia, Ana casou-se com um homem de bem e Paulo continuou triste com a morte do único amor da sua vida.
      Lucíola é um romance urbano, em que Alencar transforma a cortesã em heroína, esta purifica sua alma com o amor de Paulo. Ela não se permite amar, por seu corpo ser sujo e vergonhoso, e ao fim da vida, quando admite seu amor, declara-se pertencente a Paulo. É a submissão do amor romântico, onde a castidade valorizada.
    Percebe-se também uma crítica social e moral ao preconceito. O romance causou comentários na sociedade. Paulo se viu dividido entre o amor e o preconceito. A atração física superou essa barreira, mas até o final ela se sentia indigna do amor de Paulo e do sentimento de igualdade que deveria existir entre os amantes.